Entenda melhor o que é o HER2

img83

O câncer de mama é uma doença complexa. Há muitos tipos diferentes de tumores e esse fato foi confirmado em 2006, por cientistas do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, em Baltimore, nos Estados Unidos, quando o código genético do câncer de mama foi decifrado. Foram descobertos mais de 189 genes que sofrem uma mutação e se transformam em um tumor de mama. Além da quantidade, os cientistas descobriram que os tipos de tumor são muito diferentes entre si.

Além da classificação do tipo de tumor, o médico mastologista necessita saber se o câncer é sensível à presença dos receptores para os hormônios estrógeno, progesterona e também para o HER2. Receptores são proteínas localizadas na superfície externa da célula. No caso dos receptores hormonais, sua presença indica que o tecido tumoral se prolifera em resposta a esses hormônios.

Tão indispensável quanto o exame para receptores hormonais é o teste para o receptor HER2, que é uma proteína localizada na membrana das células epiteliais. Em até 25% dos casos de câncer de mama, essa proteína aparece em excesso, indicando que se trata de um tumor mais agressivo.

Hoje vamos falar especificamente do HER2. Essa sigla significa “Human Epidermal growth factor Receptor-type 2”, ou seja, receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano. Trata-se de uma proteína, que em quantidades normais, cumpre um papel importante no crescimento e desenvolvimento de várias células epiteliais.

O câncer de mama se desenvolve justamente a partir de células epiteliais, como as encontradas no tecido glandular da mama. Algumas mulheres apresentam uma mutação no HER2, que provoca um funcionamento anormal, levando ao crescimento descontrolado das células, ou seja, à formação de um tumor.

O câncer de mama HER2 positivo está associado a maior agressividade e maior probabilidade de recidivas da doença, atingindo cerca de 20 a 30% das mulheres. O exame para avaliar o HER2 é uma ferramenta indispensável para o prognóstico da doença, assim como para escolher a melhor terapia. Hoje, já existem tratamentos específicos para as pacientes que apresentam o HER2 positivo com bons resultados.