Histórico familiar e câncer de mama

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O histórico familiar de doenças é uma importante ferramenta de prevenção, pois oferece ao médico informações essenciais para avaliar a necessidade de testes genéticos, fatores de risco e acompanhamento periódico, por exemplo.

De 5 a 10% dos casos de câncer de mama estão ligados ao fator hereditário. Portanto, conhecer melhor o histórico de doenças na família é crucial e aumenta a chance de um diagnóstico precoce, que para o câncer de mama eleva o sucesso do tratamento e a probabilidade de cura.

Recentemente, foi publicado um artigo sobre um estudo realizado nos Estados Unidos, em que os pesquisadores incentivaram mulheres a conversar com a família sobre o câncer de mama e o colorretal. A pesquisa intitulada “The KinFact Intervention”, mostrou que as mulheres que participaram do estudo se mostraram mais propensas a coletar e a compartilhar informações sobre o câncer na família e a se comunicarem mais frequentemente com parentes que o grupo controle.

Um aspecto importante desse estudo é incentivar os pacientes a buscarem informações com a família sobre doenças com potencial hereditário. Devemos lembrar que várias doenças são hereditárias, como diabetes, câncer, pressão alta, etc. Assim, conhecer a história familiar é fundamental para avaliar fatores de risco e tomar atitudes que possam prevenir certas enfermidades.

Quando falamos em histórico familiar para câncer estamos considerando parentes de primeiro e segundo grau, como pais, irmãos, avós, tios e primos. No caso do câncer de mama ligado à mutação dos genes BRCA 1/2, por exemplo, o risco dos portadores identificados com uma ou outra mutação é elevado quando membros da família apresentam a doença antes dos 35 anos de idade.

As mulheres devem ficar atentas aos casos de câncer de mama e de colo de útero, principalmente em mães, avós e irmãs. Além disso, o câncer de mama hereditário atinge pessoas mais jovens, costuma afetar as duas mamas e pode ter associação com outros tipos de tumor, como ovário e próstata.

A partir das informações trazidas pelas pacientes, é possível avaliar se elas pertencem ao grupo de alto risco. Se este for o caso, a orientação é realizar exames de rastreamento, como mamografia, ultrassom e ressonância magnética uma vez por ano, a partir dos 25/20 anos ou 10 anos antes da idade em que o familiar foi acometido pelo câncer. Além disso, a paciente será orientada a fazer acompanhamento clínico com o médico a cada seis meses.

Lembre-se: conhecer a história da sua família sobre as doenças faz parte das ações para prevenir o câncer de mama e outras doenças. Fale sobre o assunto na próxima reunião familiar.