O efeito “Angelina”

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Em maio de 2013, a atriz norte-americana Angelina Jolie anunciou que faria uma mastectomia radical devido ao fato de ser portadora da mutação do gene BRCA 1, que causa câncer de mama. O fato foi marcante para muitas mulheres, o que levou ao aumento da procura pelo teste que identifica a mutação, assim como pela cirurgia para retirada das mamas.

Segundo um estudo britânico, publicado no Breast Cancer Research, entre junho e julho de 2013 havia 4.847 referências para o teste genético que identifica a mutação BRCA contra 1.981 no mesmo período de 2012. O estudo, chamado de “Efeito Angelina”, comprovou que a atriz influenciou as mulheres mais que qualquer outro anúncio já feito por outras celebridades.

Outro país influenciado pelo anúncio de Angelina foi o Canadá. Estudo feito em Toronto e apresentado no Breast Cancer Symposium 2014, mostrou que seis meses depois da cirurgia da atriz a procura pelo teste genético para BRCA teve aumento de 90% em relação ao mesmo período anterior.

No Brasil não foram feitos estudos para mostrar se houve ou não aumento da procura por exames preventivos após o anúncio da atriz. Mas, é sempre importante dizer que qualquer ação que promova uma maior procura e atenção ao câncer de mama é sempre bem-vinda.

Em relação ao câncer de mama, vale lembrar que de todos os casos da doença, o hereditário representa de 5 a 10%, portanto estamos falando de um número pequeno de pessoas. Porém, dentre os tumores hereditários cerca de 25 a 40% dos casos envolvem a herança de uma cópia defeituosa do gene BRCA1 ou do BRCA2.

No caso do câncer de mama ligado à mutação dos genes BRCA1 e BRCA 2, o risco dos portadores identificados com uma ou outra mutação é elevado quando membros da mesma família apresentam a doença antes dos 35 anos de idade.

Quando é necessário fazer o BRCA1 e BRCA2?

O teste genético é direcionado apenas para a população considerada de alto risco, levando-se em consideração alguns critérios como mais de dois ou três familiares com histórico da doença, irmã ou mãe que tiveram câncer de mama/ovário antes dos 45 anos ou histórico de lesões malignas prévias. Apesar de muito importante, o exame que detecta a mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 é de alto custo, sendo assim não está acessível para todas as pessoas.

O ideal é que toda mulher faça seus exames de rotina uma vez ao ano. O mastologista é o médico especialista na saúde das mamas e o profissional mais qualificado no assunto. Procure seu mastologista hoje mesmo, previna-se!