Se você teve câncer de mama, faça mais exercícios

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Estudo publicado na edição de junho, da revista da Associação Americana de Câncer, mostrou que as mulheres que passam por um câncer de mama não fazem exercícios suficientes depois do tratamento. O estudo revelou ainda que as mulheres afrodescendentes, quando comparadas às mulheres brancas, fazem ainda menos exercícios.

A atividade física está associada a uma melhor sobrevida, menor morbidade e melhor qualidade de vida após o diagnóstico de um câncer de mama, de acordo com diversas pesquisas. A recomendação é realizar 150 minutos de exercícios de intensidade moderada por semana ou 75 minutos de exercícios mais intensos.

Os pesquisadores avaliaram 1.735 mulheres, diagnosticadas com câncer de mama, entre 2008 e 2011, sendo 48% das mulheres afrodescendentes. Eles avaliaram o nível de atividade física relatado antes e depois do diagnóstico.

Apenas 35% das mulheres realizaram exercícios de acordo com a recomendação depois do diagnóstico e 59% relataram uma diminuição do nível de atividade física depois da doença. Quando os pesquisadores compararam as mulheres brancas com as afrodescendentes, observou-se que o segundo grupo praticava ainda menos exercícios.

Os resultados sugerem que orientações sobre atividade física devem ser incorporadas no tratamento do câncer de mama, ou seja, os médicos precisam falar com suas pacientes sobre os beneficios do exercício, tanto para prolongar a sobrevivência, quanto para melhorar a qualidade de vida. Além disso, as orientações devem ser individualizadas.

Na verdade, os dados comprovaram que a maioria das mulheres que passam por um câncer de mama deixa de fazer atividade física ou faz menos do que antes do diagnóstico. Claro, que muitas vezes o tratamento traz limitações físicas. Também é comum casos em que o acesso a locais seguros para se exercitar é restrito. Entretanto, ainda é grande a falta de conhecimento sobre os benefícios da atividade física para a saúde.

A pesquisa não é definitiva e só levanta algumas questões para nós, médicos, pensarmos, como por exemplo: por que essas mulheres não estão se exercitando? O que podemos fazer para conscientizar nossas pacientes a fazerem mais atividade física?

Por fim, é importante dizer que não é preciso ter dinheiro para se exercitar. Quem não pode frequentar uma academia ou simplesmente não gosta de espaços fechados, pode caminhar perto de casa, em um parque, na beira da praia ou até em uma esteira dentro de casa.

Andar de bicicleta, jogar vôlei, tênis e dançar são boas opções para se exercitar mais. O importante é entender que a atividade física é tão importante para a saúde quanto se alimentar de forma correta.

Lembre-se:

Quer viver mais e com mais qualidade? Faça mais atividade física, e isso só depende de você!