Tomossíntese e mamografia são úteis para mulheres com mamas densas

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A mamografia digital e a tomossíntese, quando realizadas em conjunto em mulheres com mamas densas, apresentaram um bom nível de custo-efetividade para diagnosticar o câncer de mama, evitando falsos positivos, de acordo com um estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. A tomossíntese oferece benefícios adicionais ao diagnóstico com um custo razoável, de acordo com o estudo.

A mamografia é menos precisa em mulheres com mamas densas. Estima-se que 10% das mulheres têm mamas densas e cerca de 40% têm algum grau de densidade mamária que afeta o exame. A alta densidade mamária aumenta em cinco vezes o risco de ter um câncer de mama.

A mama é considerada densa quando tem pouca gordura (tecido adiposo) e uma grande quantidade de tecidos glandular e fibroso. Vale lembrar que as mulheres que usam próteses de silicone têm a densidade mamária aumentada. Um ponto importante a ressaltar é que somente o médico, por meio de exames de imagem, poderá dizer se a mama é densa ou não.

Durante a realização de uma mamografia em uma mulher com a mama densa, a gordura se mostra escura e o tecido denso claro, assim como os tumores. Esse fator pode dificultar o diagnóstico precoce de um câncer de mama. A tomossíntese representa um avanço da mamografia digital.

O exame permite visualizar a mama, de forma tridimensional (3D). Desta forma, são obtidas várias imagens, em cortes bem finos, de até 1mm de espessura. A técnica de posicionamento e compressão da mama é a mesma que na mamografia, e o exame é realizado de forma semelhante.

A tomossíntese também permite uma melhor identificação da sobreposição de estruturas glandulares, algo comum nas mamografias de pacientes mais jovens. Além disso, potencializa a exatidão dos achados mamográficos, importante diferencial, pois reduz ou até elimina a necessidade de refazer o exame.

Vantagens da Tomossíntese:

– Aumenta a sensibilidade e especificidade em comparação com outros métodos de diagnóstico

– Define melhor as bordas das lesões (fator fundamental para definição de seu aspecto benigno ou maligno)

– Permite a detecção de tumores menores

– Mostra a imagem da mama de forma tridimensional

– Reduz o número de reconvocações para realização de exames adicionais

No Brasil, ainda há poucos laboratórios de imagem que realizam a tomossíntese. Outros estudos devem demonstrar o custo-efetividade do método, principalmente para mulheres com mamas densas. Esperamos que em breve o exame se torne rotina para rastreamento do câncer de mama nos públicos indicados, como as mulheres com mamas densas.