Vida social ativa aumenta chances de sobrevivência

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Vida social ativa aumenta chances de sobrevivência em pacientes com câncer de mama

O câncer de mama é a forma mais comum de câncer entre as mulheres. Embora a taxa de sobrevivência seja muito alta quando a doença é descoberta precocemente, uma nova pesquisa sugere que ter uma grande rede social também pode aumentar os anos de vida das pacientes.

Segundo o estudo, publicado recentemente na revista Cancer, as mulheres que sobreviveram a um tumor nos seios, mas vivem sozinhas e não têm apoio da família, têm um risco 40% maior de recorrência da doença e 60% maior de morrer de câncer de mama do que mulheres com vida social mais ativa.

Os pesquisadores acompanharam mais de 9 mil mulheres com câncer de mama durante cerca de dez anos após o diagnóstico da doença. Nesse período, foram registradas 1.448 recidivas de câncer e 1.521 óbitos. Das 1.521 mortes, 990 eram de câncer de mama.

Além disso, as mulheres que viviam mais isoladas tinham um risco 70% maior de morrer por qualquer causa, em comparação com aquelas que contavam com uma rede de amigos e familiares.

No entanto, o estudo mostrou que nem sempre os laços sociais trazem benefícios a todas as mulheres. Alguns tipos de relações sociais tiveram resultados diferentes, dependendo da idade, raça/etnia e país de origem.

Por exemplo, mulheres não brancas que tinham laços fortes com sua família e parentes eram menos propensas a morrer de câncer de mama, enquanto as mulheres brancas mais velhas eram menos propensas a morrer de câncer de mama se tivessem um cônjuge.

As mulheres brancas e asiáticas mais velhas tinham maior probabilidade de ter uma menor taxa de recorrência e mortalidade se tivessem fortes vínculos com a comunidade.

Outros estudos realizados recentemente já demonstraram que a solidão e a falta de conexões sociais aumentam o risco de morte prematura. Um deles sugere que viver sozinho, ou isolado socialmente, aumenta o risco de mortalidade em até 32% e 29%, respectivamente.

Essas pesquisas mostram que os relacionamentos podem melhorar a saúde de várias maneiras, ajudando no gerenciamento do estresse e melhorando o funcionamento do sistema imunológico, além de dar mais sentido à vida das pessoas.