Você já ouviu falar do fibroadenoma?

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O câncer de mama não é a única doença que atinge as mamas. Uma das condições mais comuns em mulheres jovens, entre 20 e 40 anos, é o desenvolvimento de um tumor benigno chamado de fibroadenoma. Além das mamas, ele pode surgir nas axilas, principalmente em mulheres que possuem tecido mamário nessa região.

Todo tumor, seja ele maligno ou benigno, acontece quando as células crescem desordenadamente. Os adenomas são formados por células que formam as glândulas, por isso é comum nas mamas, que possuem tecido glandular, assim como tecido fibroso.

O fibroadenoma representa o tumor benigno de mama mais prevalente. Observa-se durante o final do ciclo menstrual e na gravidez um aumento do tumor, portanto isso mostra que há uma estreita relação do nódulo com os hormônios femininos, principalmente porque são raros os casos de fibroadenoma no pós-parto e na menopausa.

O tamanho pode variar de paciente para paciente, podendo chegar a cerca de 3 centímetros. Quando apalpado, é um nódulo firme, que se move e não dói, sendo notavelmente um achado que se separa do tecido mamário normal. Quando o fibroadenoma é pequeno, normalmente é descoberto em exames de imagem, por acaso.

É importante dizer que para o diagnóstico do fibroadenoma, o melhor exame de imagem é o ultrassom, pois na mamografia não é possível diferenciá-lo de cistos, principalmente nas mulheres que possuem mamas densas. Além de exames de imagem, em alguns casos os médicos optam por uma biópsia para analisar a possibilidade de malignidade ou de outro diagnóstico, que não o de fibroadenoma.

Na maior parte dos casos, não há necessidade de tratamento, pois cerca de 10 a 20% dos fibroadenomas podem desaparecer. Entre 10 a 20% podem aumentar de tamanho e necessitar de tratamento cirúrgico. Vale lembrar que todo tratamento é individualizado, ou seja, cada paciente recebe um acompanhamento de acordo com os resultados dos exames e avaliação médica.

Entretanto, há um protocolo clínico para o manejo conservador, ou seja, sem a necessidade de cirurgia, desde que os seguintes critérios sejam seguidos:

  • Exame anatomopatológico com resultado positivo para tumor benigno;
  • O diagnóstico não inclua fibroadenoma complexos ou lesões intraductais de risco;
  • Nódulo menor que 2 cm e aceitação do paciente em conviver com o nódulo;
  • Idade inferior a 30 anos.

Por fim, o mais importante é fazer os exames preventivos anuais da mulher, mamografia anual após os 40 anos e ficar de olho em possíveis alterações nas mamas. A boa notícia é que embora comum, o fibroadenoma é uma condição benigna, que não representa um risco para a saúde, mas que deve ser avaliado e acompanhado.